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Diretora de presídio feminina no Rio é presa por desvio de alimentos

Redação · 24 de out. de 2026, 19:06
Diretora de presídio feminina no Rio é presa por desvio de alimentos

A diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, Graça Maria Silva de Souza, foi detida em flagrante pela Polícia Penal sob a suspeita de desvio de alimentos da unidade prisional feminina situada em Benfica, na Zona Norte do Rio. A prisão ocorreu após rondas realizadas pela Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) e pela Corregedoria, que foram informadas por denúncias anônimas.

O flagrante se deu quando Graça deixava o presídio em uma viatura oficial, de acordo com informações do jornal O Globo. Durante a abordagem ao veículo Corolla, agentes da inteligência descobriram aproximadamente 70 quilos de alimentos escondidos no porta-malas, acompanhados da diretora.

Os itens apreendidos incluíam:

  • Carnes e proteínas: peixe, frango, linguiça e diversos cortes de carne vermelha;
  • Laticínios: queijos variados e caixas de leite integral;
  • Mantimentos básicos: café, óleo de cozinha e achocolatados;
  • Hortifrúti: frutas variadas e frescas.

Justificativa sobre doação a centro espírita

Quando questionada pelos policiais, a diretora admitiu que não tinha notas fiscais, termos de autorização administrativa ou documentos oficiais para justificar o transporte dos alimentos. Ela alegou que os produtos, que não seriam mais consumidos no presídio, seriam doados para um centro espírita. No entanto, a justificativa foi considerada insuficiente pelos agentes.

"A Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen) enfatizou que não tolera desvios de conduta e ações criminosas de seus servidores, mantendo vigilância constante contra esses comportamentos", afirmaram em nota divulgada em diversos veículos, inclusive na Agência Brasil.


Consequências e restrições no refeitório

A diretora, o veículo oficial e toda a carga de alimentos foram levados para a <u>21ª DP (Bonsucesso)</u>, onde a ocorrência foi registrada. Graça Maria foi autuada por peculato, que se refere ao desvio ou apropriação de bens públicos por um funcionário que os tem em sua posse devido ao cargo.

Como resultado imediato, o Governo do Estado anunciou a exoneração da diretora de suas funções. Além disso, a Corregedoria instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a situação em detalhes.

Investigações posteriores da Polícia Penal revelaram uma contradição: enquanto desviava alimentos, Graça mantinha um aviso no refeitório das funcionárias restringindo a quantidade de alimentação, com a mensagem: "A proteína será somente dois pedaços, questão de conscientização", segundo apurações de veículos associados à TV Globo.

Até a finalização desta reportagem, a equipe do g1 tentou contato com a defesa de Graça Maria Silva de Souza, mas não teve resposta. O convite para manifestações permanece aberto.

#Graça Maria Silva de Souza#Instituto Penal Oscar Stevenson#acusação de desviar alimentos