Mansão de Nasser Fares em Alphaville pode ir a leilão

Uma mansão localizada no residencial Tamboré 2, em Alphaville, com avaliação de R$ 72,8 milhões, será leiloada judicialmente em outubro devido a uma dívida de Nasser Fares, executivo da Marabraz. O imóvel foi penhorado na 1ª Vara Cível do Foro Regional XI – Pinheiros, em São Paulo, referente a uma dívida que soma R$ 2.315.218,88 e ainda tem Fares como o proprietário. Entretanto, a situação se complica, uma vez que a mansão, segundo informações, já foi vendida a outra pessoa há alguns anos, e o comprador, que reside no local, fez reformas em 2023 sem que a transação fosse registrada no Cartório de Registro de Imóveis. A corretora Bernadete Antunes Correia, experiente em Alphaville e perita judicial, comenta: "Esse imóvel não pertence mais a Nasser Fares há muito tempo, outra pessoa reside lá". Apesar da atualização da matrícula registrar Fares como titular do direito da propriedade, não há evidência de transferência do imóvel. Bernadete explica que, sem escritura ou registro, o vendedor ainda é considerado o proprietário segundo o Código Civil. Ela alerta sobre a relevância de verificar toda a documentação ao adquirir um imóvel, destacando que muitos imóveis em Alphaville estão na mesma situação, sem a devida documentação. Além das questões documentais, a mansão está sob penhora de dívida superior a R$ 2,3 milhões, formalizada em 16 de junho de 2026, com o processo registrando um crédito que já atingiu em agosto cerca de R$ 2,4 milhões. O leilão eletrônico terá início em 6 de outubro e se a venda não ocorrer nessa etapa, uma segunda será realizada até o dia 29 do mesmo mês. Embora a propriedade tenha sido vendida, a falta do registro mantém Fares listado como dono na matrícula, permitindo a penhora. O atual morador poderá contestar a penhora judicialmente se apresentar documentos que comprovem sua compra. O STJ permite que pessoas não envolvidas na dívida tentem proteger seus bens de penhoras indevidas. Por outro lado, a penhora da mansão ocorre em um contexto em que a Marabraz solicitou recuperação judicial, registrando dívidas de R$ 140 milhões, mas a ação de penhora se dirige apenas a Nasser Fares, como pessoa física.