Mercado ajusta expectativas de inflação e PIB
O mercado financeiro fez ajustes nas suas previsões, aumentando a expectativa para a inflação e reduzindo a projeção de crescimento econômico para 2026, de acordo com o boletim Focus, publicado nesta
A nova previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) elevou-se de 4,92% para 4,99%. Em relação a 2027, as estimativas subiram de 4,3% para 4,31%, enquanto em 2028, a expectativa permanece em 3,8%.
Essas alterações nas projeções inflacionárias surgem após a divulgação, na última sexta-feira (25), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial. Este indicador registrou 0,7% em setembro, contrastando com a deflação de 0,4% observada em agosto.
Deste modo, a inflação acumulada em 12 meses avançou para 4,47%, comparado aos 4,24% de agosto.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que esse aumento foi principalmente impulsionado pelo fim do desconto do bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica.
PIB
O prognóstico para o crescimento econômico registrou sua terceira queda consecutiva. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) diminuiu de 1,88% para 1,86% em 2026. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de que o crescimento fosse de 1,92%, conforme relatado pelo Focus.
Para o ano de 2027, a expectativa foi ajustada de 1,43% para 1,41%. Já em 2028, a projeção caiu de 1,87% para 1,83%.
Selic
A projeção para a taxa básica de juros (Selic) permanece inalterada. O mercado espera que a taxa fique em 13,5% ao ano ao final de 2026. Para 2027, a previsão continua em 12% ao ano e, para 2028, em 10,5%.
A Selic é o principal instrumento que o Banco Central utiliza para controlar a inflação. Um aumento na Selic torna o crédito mais caro, o que tende a restringir o consumo e auxiliar na contenção da alta dos preços, ao mesmo tempo que estimula a poupança.
A redução dos juros tem o objetivo de impulsionar a atividade econômica, facilitando o acesso ao crédito e promovendo investimentos e consumo.
É importante lembrar que os bancos também levam em consideração outros elementos ao definirem as taxas de juros cobradas dos consumidores, como risco de inadimplência, lucros e despesas administrativas.
Dólar
A expectativa para a cotação do dólar também permanece a mesma. A previsão para a moeda americana é de R$ 5,20 ao final de 2026, R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,30 em 2028.