Morre Netinho, ícone do axé, aos 60 anos de idade

Na manhã desta terça-feira (13), Netinho, um dos grandes ícones do axé, faleceu aos 60 anos devido a complicações de um câncer. A notícia foi divulgada pela assessoria do cantor, que enfrentava um linfoma não Hodgkin desde 2025 e vinha realizando tratamento para a doença. "Nos últimos meses, Netinho lidou com um linfoma do tipo B que progrediu para falência renal e múltiplas disfunções orgânicas. Ele partiu em paz, sempre ressaltando: ‘Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte’", informou a equipe do artista. O velório e a cremação do cantor acontecerão em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. Netinho se destacou como um dos responsáveis pela popularização do axé music no Brasil nos anos 1990, construindo uma carreira que se estendeu por quase 40 anos, cheia de sucessos, afastamentos e controvérsias. Ele nasceu em Santo Antônio de Jesus no dia 12 de julho de 1966, mas foi em Salvador que a música se tornou sua paixão, catapultando-o a um dos maiores nomes do gênero. Desde jovem, começou a se apresentar em bares, antes de se juntar à Banda Beijo em 1988, que se tornou uma referência na música da Bahia. O disco Sem Repressão, lançado em 1989, misturou carnaval e pop, evidenciando sua versatilidade. O cantor ficou amplamente reconhecido em 1990, quando levou um trio elétrico para a Itália durante a Copa do Mundo. Em 1991, o sucesso Badameiro e, no ano seguinte, Aconteceu Axé Music consolidaram sua fama. O álbum gerou clássicos como A Vida É Festa, que apareceu na trilha sonora da novela Mulheres de Areia e deu a Netinho seu primeiro Disco de Ouro. Após deixar a Banda Beijo, Netinho lançou sua carreira solo em 1993 com o disco Um Beijo pra Você. O ponto alto de sua carreira ocorreu em 1996, quando seu álbum ao vivo, gravado em Sergipe, destacou a icônica Milla, que se tornou um sucesso intergeracional no Brasil. O álbum foi certificado como Disco de Diamante, vendendo mais de 3 milhões de cópias, e o artista seguiu com uma agenda intensa de shows, tornando-se um dos rostos mais conhecidos da música brasileira. No entanto, a fama não duraria indefinidamente. Em 2003, ele resolveu diminuir seu ritmo para cuidar de sua única filha, Bruna. Após um retorno vagaroso aos palcos, ele lançou novos álbuns e ocupou espaço político, apoiando Jair Bolsonaro e participando de manifestações em sua defesa. Em 2022, tentou uma vaga para deputado federal na Bahia, mas não obteve sucesso. A relação com a sua música e o carnaval de Salvador também enfrentou mudanças ao longo do tempo. Em 2025, decidiu não mais participar da festa por discordar da direção que o carnaval havia tomado. O cantor viveu uma reviravolta em 2013, enfrentando sérios problemas de saúde que resultaram em complicações neurológicas e cirurgias. Ao longo dos anos, relatou ter sofrido várias operações no cérebro, e até ter perdido a voz, tendo que reaprender a falar e andar. Depois de ser diagnosticado com linfoma, Netinho compartilhou suas batalhas nas redes sociais, mas em 2026, a doença voltou a assombrá-lo, levando-o a ser internado novamente e a se afastar das redes em busca de recuperação. Para acompanhar mais sobre a vida dos artistas, entre no canal de entretenimento do R7 no WhatsApp.