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Reunião entre Moraes e cúpula da PF gera polêmica no STF

Redação · 10 de out. de 2026, 01:31
Reunião entre Moraes e cúpula da PF gera polêmica no STF

Na véspera da data em que a PF (Polícia Federal) planeja submeter a Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), um relatório com menções a membros da Corte no caso Master, o ministro Alexandre de Moraes se reuniu com a alta cúpula da instituição, criando desconforto e aumentando as tensões no tribunal. Este encontro, realizado na terça-feira (6), é visto por alguns integrantes como um dos fatores que levaram o ministro Luiz Fux a exigir a entrega em 48 horas da íntegra do inquérito das fake news e de outras apurações relativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao seu gabinete, ordem que foi posteriormente suspensa por Fachin na sexta-feira (9). Durante a discussão sobre a abertura de uma investigação contra Moraes, Fux mencionou a presença de uma "PF paralela" que estaria observando o ministro André Mendonça, que atuava como relator do caso Master. Além disso, Fux também apoiou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF. Informantes próximos a Fux relataram que ele se sentiu incomodado pela reunião não programada de Moraes com Rodrigues, além de diretores de Crime Organizado, Dennis Cali, e de Inteligência, Leandro Almada, cujos afastamentos também haviam sido pleiteados por Fux. A existência deste encontro foi primeiro reportada pelo site Poder360 e depois confirmada pela CNN Brasil. A inquietação em relação ao encontro é alimentada pelo timing, já que o relatório que a PF deve enviar na próxima semana incluirá todas as referências a ministros do Supremo que emergiram durante as investigações do caso Master. Entre os conteúdos previstos, constará informações sobre o relacionamento de Moraes com Daniel Vorcaro, bem como menções a interações entre Rodrigo Fux, filho de Fux, e o antigo proprietário do Master.